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APENAS UMA TESTEMUNHA É OUVIDA

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Por:Flávio Fogueral | Notícias Botucatu - Imagens:Reprodução | Prefeitura de Botucatu



Ação foi movida por suposto abuso do poder econômico por parte da coligação vencedora das eleições de 2016

Durou uma hora e meia e apenas uma testemunha foi ouvida na audiência de instrução realizada na manhã desta terça-feira, 7 de março, no processo movido contra o prefeito Mário Pardini (PSDB), além do vice-prefeito André Peres (PCdoB), e mais quatro políticos por suposto abuso de poder econômico nas eleições de 2016. A ação pede a cassação de mandato dos acusados. Excepcionalmente, a sessão foi realizada no Fórum de Botucatu.

Além de Pardini, são citados no processo os vereadores Alessandra Luchesi de Oliveira (PSDB) e Paulo Renato (PSC). Consta ainda na lista de acusados o ex-prefeito e atual presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação do Estado, João Cury Neto (PSDB) e o secretário municipal de cultura e ex-vice-prefeito Antonio Luiz Caldas Júnior (PCdoB). Os políticos, com exceção de Cury, foram candidatos nas eleições passadas e integravam a coligação Botucatu Mais Forte que, além do PSDB, contava com mais dezessete partidos.

A audiência faz parte do processo movido, em dezembro, pela então coligação Somos Todos Botucatu, que tinha Antonio Mário Ielo (PDT) como candidato a prefeito. Segundo a ação, os envolvidos teriam utilizado durante a campanha eleitoral, de artifícios proibidos por lei, como a doação de materiais de construção, adquiridos com recursos municipais, a cabos eleitorais e a presença dos pré-candidato Mário Pardini e André Peres na entrega da revitalização da Rua Amando de Barros, realizada há pouco tempo das eleições.

Existiu uso indevido de veículo da Prefeitura; houve também o programa eleitoreiro – Meu Bairro de Cara Nova – feito para a valorização dos que ainda seriam candidatos; verbas foram destinadas a diversas entidades não previstas no orçamento de 2016, entre diversos outros atos. Agora compete à Justiça averiguar”, disse, em dezembro do ano passado o então candidato derrotado, Mário Ielo.

Alessandra Luchesi e Paulo Renato foram citados no processo por exercerem, no ano do pleito, os cargos de secretária Municipal de Educação e coordenador da Defesa Civil de Botucatu, respectivamente.

Na audiência desta terça-feira, apenas uma testemunha- das treze apresentadas pela defesa- falou ao juiz eleitoral Josias Martins de Almeida Júnior. Ao final, nem os advogados da coligação Somos Todos Botucatu quanto os de defesa de Pardini, André Peres, Caldas, Alessandra Luchesi, João Cury e Paulo Renato, falaram sobre o processo.

Pelo prazo, as partes devem agora recolher e protocolar documentos de acusação e defesa à Justiça Eleitoral. Logo após, haverá a sentença sobre o processo.